As diferenças iniciam-se pelo sistema de horário. As aulas iniciam-se às 9h e findam às 15h30min. Após este horário existem as chamadas disciplinam extra-curriculares(até às 17h30min), o interessante é que as disciplinas nesta categoria são inglês, música e atividade física...
se voce necessita que a criança fique após este horário voce deve inscrever-se no A.T.L(cujo sentido literal ainda não sei) coordenado pela "associação de pais" que aqui chama-se de "Centro de Apoio à Fam[ilia" - CAF.
Este "serviço" é pago e permite que deixe a criança na escola a partir das 8h e que permaneça até às 19h. No horário da manhã existem brincadeiras de pátio. No final da tarde existe a possibilidade de atividade física(escolinhas de andebol, rugby, futebol, atividades circenses, balet) e culturais(teatro, banda de música, hip hop)ou ainda pode apenas ficar fazendo um acompanhamento didático que se configura na realização dos temas para casa.
Portanto, a diferença entre o horário comercial a ser executado pelos pais e os horários escolares dos filhos resolve-se pelas atividares extras a serem contratadas...
Portanto percebe-se que o almoço e os lanches acontecem na escola(poder-se-ia buscar as crianças neste horário, mas na maioria dos casos as crinaças permanecem na escola e contrata-se o serviço de alimentação ao custo diário de 1,65Euros).
O primeiro ciclo é composto por quatro anos e, em princípio, o professor designado para uma turma no primeiro ano seguirá com a turma até o quarto ano do ciclo.
Em todos os espaços da escola o sistema de repreensão às atitudes consideradas inadequadas se dá por meio do castigo. A criança fica em pé, voltada para a parede ou com a classe voltada para o mesmo lugar segundo foi informado pela professora do primeiro ano e confirmado pelos meus filhos...
a Escola Básica onde os guris estudam é a Teixeira de Pascoais(http://jieb1alvalade101.no.sapo.pt/).
terça-feira, 22 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Educação Pública Municipal - diferenças
Pois bem, tinhamos que obter vaga para as crianças em escola pública. Minha bolsa CAPES não me permite colocá-los em escola privada(mensalidade numa média de 500Euros).
Assim, o mais velho ainda não concluiu o segundo ano, no Brasil e o mais novo poderia ser matriculado no primeiro ano.
Frise-se que aqui o início do ano letivo acontece em setembro. No Brasil estávamos no final... Isto faz diferença, normalmente isto significa que o aluno retrocede um ano, pois é matriculado no mesmo ano que estava em curso no Brasil. Mas para nós são só quatro meses e não acarretará prejuízo pois no retorno, o mais velho irá para o terceiro ano e realizará uma prova de nivelamento e caso necessite o Colégio Americano garante a complementação em turno inverso. O mais novo estava no Jardim(ou Nível 4) e irá para o primeiro ano em 2012.
Pensam que foi simples? somente levar os documentos usuais(registro civil, documentos da escola anterior - histórico e certdão de frequencia)? Não.
Tem-se que lembrar que a situação européia é de crise. Os noticiários nesta primeira semana apenas falavam nos cortes de subsidios na área da educação. Esta decisão governamental levava as pessoas a matricularem seus filhos nas escolas públicas(retirando-os da escola privada. Soma-se a este corte a situação social de perda de emprego que está em muitas famílias(ou até mesmo a redução de salários, que está acontecendo até mesmo na esfera do emprego público. Portanto estavam num momento de muito stress em razão da ausência de vagas em todas as escolas públicas.
O sistema de matrícula considera a localização da "morada". Então os pais devem procurar a secretaria do Agrupamento das escolas de uma região(no nosso caso de Alavade)que abrange mais de tres escolas para obter a vaga. Estava na posse do currículo escolar e dos conteúdos programáticos dos dois níveis onde estavam os meus filhos...
No primeiro dia levei toda a documentação e disseram-me que necessitava ir até a Embaixada do Brasil para que esta certificasse o nível escolar(a chamada equivalência de nível)! Inclusive disseram que a Embaixada aplicaria um teste nos meninos para confirmar a equivalência. Achei estranho e tentei argumentar que a Embaixada não teria competência para demonstrar tal equivalência em Educação! Não restou frutífera! Argumetaram que todos os estrangeiros tinham que pedir tal documento junto às suas embaixadas e ou consulados. Sendo o exemplomais emblemático o dos chineses...vejam a comparação...
No dia seguinte fomos com os meninos até o Consulado do Brasil que nos encaminhou até a Embaixada do Brasil. Dirigimo-nos até estes dois lugares(que atendiam em horários diferentes).
Na Embaixada foi sugerido que eu me dirigisse até um órgão do Ministério da Educação para verificar a equivalência do conteúdo comprovado pelo Colégio brasileiro e o aqui aplicado...
Pessoal, foi um dia terrivel. Andamos muuuuuuito. Após a Embaixada os meninos foram para casa descansar e eu fui até o Ministério da Educação. Cada um destes órgãos ficava em um bairro(freguesia) distante...Mas lá me foi dito que quem decide é a Diretora do Agrupamento...então voltemos ao início...Apenas no outro dia...
Assim, o mais velho ainda não concluiu o segundo ano, no Brasil e o mais novo poderia ser matriculado no primeiro ano.
Frise-se que aqui o início do ano letivo acontece em setembro. No Brasil estávamos no final... Isto faz diferença, normalmente isto significa que o aluno retrocede um ano, pois é matriculado no mesmo ano que estava em curso no Brasil. Mas para nós são só quatro meses e não acarretará prejuízo pois no retorno, o mais velho irá para o terceiro ano e realizará uma prova de nivelamento e caso necessite o Colégio Americano garante a complementação em turno inverso. O mais novo estava no Jardim(ou Nível 4) e irá para o primeiro ano em 2012.
Pensam que foi simples? somente levar os documentos usuais(registro civil, documentos da escola anterior - histórico e certdão de frequencia)? Não.
Tem-se que lembrar que a situação européia é de crise. Os noticiários nesta primeira semana apenas falavam nos cortes de subsidios na área da educação. Esta decisão governamental levava as pessoas a matricularem seus filhos nas escolas públicas(retirando-os da escola privada. Soma-se a este corte a situação social de perda de emprego que está em muitas famílias(ou até mesmo a redução de salários, que está acontecendo até mesmo na esfera do emprego público. Portanto estavam num momento de muito stress em razão da ausência de vagas em todas as escolas públicas.
O sistema de matrícula considera a localização da "morada". Então os pais devem procurar a secretaria do Agrupamento das escolas de uma região(no nosso caso de Alavade)que abrange mais de tres escolas para obter a vaga. Estava na posse do currículo escolar e dos conteúdos programáticos dos dois níveis onde estavam os meus filhos...
No primeiro dia levei toda a documentação e disseram-me que necessitava ir até a Embaixada do Brasil para que esta certificasse o nível escolar(a chamada equivalência de nível)! Inclusive disseram que a Embaixada aplicaria um teste nos meninos para confirmar a equivalência. Achei estranho e tentei argumentar que a Embaixada não teria competência para demonstrar tal equivalência em Educação! Não restou frutífera! Argumetaram que todos os estrangeiros tinham que pedir tal documento junto às suas embaixadas e ou consulados. Sendo o exemplomais emblemático o dos chineses...vejam a comparação...
No dia seguinte fomos com os meninos até o Consulado do Brasil que nos encaminhou até a Embaixada do Brasil. Dirigimo-nos até estes dois lugares(que atendiam em horários diferentes).
Na Embaixada foi sugerido que eu me dirigisse até um órgão do Ministério da Educação para verificar a equivalência do conteúdo comprovado pelo Colégio brasileiro e o aqui aplicado...
Pessoal, foi um dia terrivel. Andamos muuuuuuito. Após a Embaixada os meninos foram para casa descansar e eu fui até o Ministério da Educação. Cada um destes órgãos ficava em um bairro(freguesia) distante...Mas lá me foi dito que quem decide é a Diretora do Agrupamento...então voltemos ao início...Apenas no outro dia...
quando cheguei...
Chegamos em 12 de setembro de 2011 para ficarmos até 30 de janeiro de 2012...
Antes de virmos fomos avisados de que o apartamento que havíamos alugado não estaria mais disponível em razão de problemas de saúde na familia dos proprietários... Muito bem! Tínhamos hospedagem para a primeira semana. Do Brasil, via internet, acessamos classificados e fizemos contato com vários proprietários para alugarmos um apartamento pelo período de cinco meses...Notamos que muitos proprietários não retornavam o contato ou diziam não ter interesse...
quando cá chegamos descobrimos dois motivos para que isto acontecesse.
1)era início de ano letivo e a oferta era maior do que a procura(ou seja haviam muitos estudantes buscando imóveis mobiliados e o período seria superior ao que pretendíamos, sendo que a legislação portuguesa exige do proprietário a obtenção de autorização para locar o que gera um cadastro que servirá de base para a tributação específica; sob esta ótica(a da tributação) também é mais interessante ao proprietário locar por período mais longo...e haviam muitos interessandos em períodos mais longos...
2) somos brasileiros. É, pois é, isto aí! Aqui em Lisboa os brasileiros tem um conceito negativo quando se trata de locação de imóveis. Muitos deixam o imóvel em pésssimas condições isto quando não levam o que não lhes pertence... Considerando que não conheciam a quem estavam locando(ou seja, a nós). Não tinham interesse em correr o risco de não receber o pagamento do aluguel e ainda terem prejuízo... Como recriminar...Precisamos melhorar esta imagem.
Conseguimos locar um apartamento com 70m² porque uma boa alma portuguesa resolveu intervir junto à proprietária do imóvel dizendo-lhe que sabia da desconfiança existente em relação aos brasileiros, mas que aparentemente éramos boas pessoas e que estávamos aqui em razão de estudos do doutorado e que tínhamos dois filhos e que em caso de não ocnseguirmos imóvel estávamos dispostos a separar-nos com retorno do marido e dos filhos ao Brasil, pois eu deveria permanecer uma vez que tinha bolsa do governo brasileiro ...
A proprietária sensibilizou-se e resolveu permitir a nossa visita ao local e enfim decidiu-se pela locação...
conseguimos então realizar a devolução do imóvel emprestado tempestivamente, mas não sem antes passarmos pela sensação de impotência e desespero que imaginamos o imigrante sentir(isto que não somos clandestinos)...
esta foi a primeira parte da primeira semana...
Antes de virmos fomos avisados de que o apartamento que havíamos alugado não estaria mais disponível em razão de problemas de saúde na familia dos proprietários... Muito bem! Tínhamos hospedagem para a primeira semana. Do Brasil, via internet, acessamos classificados e fizemos contato com vários proprietários para alugarmos um apartamento pelo período de cinco meses...Notamos que muitos proprietários não retornavam o contato ou diziam não ter interesse...
quando cá chegamos descobrimos dois motivos para que isto acontecesse.
1)era início de ano letivo e a oferta era maior do que a procura(ou seja haviam muitos estudantes buscando imóveis mobiliados e o período seria superior ao que pretendíamos, sendo que a legislação portuguesa exige do proprietário a obtenção de autorização para locar o que gera um cadastro que servirá de base para a tributação específica; sob esta ótica(a da tributação) também é mais interessante ao proprietário locar por período mais longo...e haviam muitos interessandos em períodos mais longos...
2) somos brasileiros. É, pois é, isto aí! Aqui em Lisboa os brasileiros tem um conceito negativo quando se trata de locação de imóveis. Muitos deixam o imóvel em pésssimas condições isto quando não levam o que não lhes pertence... Considerando que não conheciam a quem estavam locando(ou seja, a nós). Não tinham interesse em correr o risco de não receber o pagamento do aluguel e ainda terem prejuízo... Como recriminar...Precisamos melhorar esta imagem.
Conseguimos locar um apartamento com 70m² porque uma boa alma portuguesa resolveu intervir junto à proprietária do imóvel dizendo-lhe que sabia da desconfiança existente em relação aos brasileiros, mas que aparentemente éramos boas pessoas e que estávamos aqui em razão de estudos do doutorado e que tínhamos dois filhos e que em caso de não ocnseguirmos imóvel estávamos dispostos a separar-nos com retorno do marido e dos filhos ao Brasil, pois eu deveria permanecer uma vez que tinha bolsa do governo brasileiro ...
A proprietária sensibilizou-se e resolveu permitir a nossa visita ao local e enfim decidiu-se pela locação...
conseguimos então realizar a devolução do imóvel emprestado tempestivamente, mas não sem antes passarmos pela sensação de impotência e desespero que imaginamos o imigrante sentir(isto que não somos clandestinos)...
esta foi a primeira parte da primeira semana...
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