Pois bem, tinhamos que obter vaga para as crianças em escola pública. Minha bolsa CAPES não me permite colocá-los em escola privada(mensalidade numa média de 500Euros).
Assim, o mais velho ainda não concluiu o segundo ano, no Brasil e o mais novo poderia ser matriculado no primeiro ano.
Frise-se que aqui o início do ano letivo acontece em setembro. No Brasil estávamos no final... Isto faz diferença, normalmente isto significa que o aluno retrocede um ano, pois é matriculado no mesmo ano que estava em curso no Brasil. Mas para nós são só quatro meses e não acarretará prejuízo pois no retorno, o mais velho irá para o terceiro ano e realizará uma prova de nivelamento e caso necessite o Colégio Americano garante a complementação em turno inverso. O mais novo estava no Jardim(ou Nível 4) e irá para o primeiro ano em 2012.
Pensam que foi simples? somente levar os documentos usuais(registro civil, documentos da escola anterior - histórico e certdão de frequencia)? Não.
Tem-se que lembrar que a situação européia é de crise. Os noticiários nesta primeira semana apenas falavam nos cortes de subsidios na área da educação. Esta decisão governamental levava as pessoas a matricularem seus filhos nas escolas públicas(retirando-os da escola privada. Soma-se a este corte a situação social de perda de emprego que está em muitas famílias(ou até mesmo a redução de salários, que está acontecendo até mesmo na esfera do emprego público. Portanto estavam num momento de muito stress em razão da ausência de vagas em todas as escolas públicas.
O sistema de matrícula considera a localização da "morada". Então os pais devem procurar a secretaria do Agrupamento das escolas de uma região(no nosso caso de Alavade)que abrange mais de tres escolas para obter a vaga. Estava na posse do currículo escolar e dos conteúdos programáticos dos dois níveis onde estavam os meus filhos...
No primeiro dia levei toda a documentação e disseram-me que necessitava ir até a Embaixada do Brasil para que esta certificasse o nível escolar(a chamada equivalência de nível)! Inclusive disseram que a Embaixada aplicaria um teste nos meninos para confirmar a equivalência. Achei estranho e tentei argumentar que a Embaixada não teria competência para demonstrar tal equivalência em Educação! Não restou frutífera! Argumetaram que todos os estrangeiros tinham que pedir tal documento junto às suas embaixadas e ou consulados. Sendo o exemplomais emblemático o dos chineses...vejam a comparação...
No dia seguinte fomos com os meninos até o Consulado do Brasil que nos encaminhou até a Embaixada do Brasil. Dirigimo-nos até estes dois lugares(que atendiam em horários diferentes).
Na Embaixada foi sugerido que eu me dirigisse até um órgão do Ministério da Educação para verificar a equivalência do conteúdo comprovado pelo Colégio brasileiro e o aqui aplicado...
Pessoal, foi um dia terrivel. Andamos muuuuuuito. Após a Embaixada os meninos foram para casa descansar e eu fui até o Ministério da Educação. Cada um destes órgãos ficava em um bairro(freguesia) distante...Mas lá me foi dito que quem decide é a Diretora do Agrupamento...então voltemos ao início...Apenas no outro dia...
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